Un pueblo sin piernas pero que camina: formação inicial de professores de espanhol na educação de jovens e adultos privados de liberdade

Autor:  Thayane Silva Campos

Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar como é possível proporcionar ao estudante de Licenciatura em Português-Espanhol uma formação que envolva pesquisa, extensão e ensino e que considere a educação na prisão como contexto de prática pedagógica, contribuindo para uma formação crítica do futuro docente. Para isso, descrevo e analiso as ações promovidas no projeto de extensão intitulado “Eu, latino-americano: a busca da identidade latino-americana e da identidade individual dos reclusos da APAC de Viçosa, MG”, vinculado à Universidade Federal de Viçosa (UFV). As atividades foram desenvolvidas em uma escola estadual, com alunos privados de liberdade, que estão na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), na cidade de Viçosa/MG. O projeto proporcionou aos discentes aulas de língua espanhola, com temáticas interdisciplinares, de acordo com as matérias que os estudantes possuíam na grade curricular. A intenção era permitir que eles se identificassem como parte da América Latina, mostrando que o conceito de latino-americano vai além das fronteiras e do idioma. O projeto também visava possibilitar a alunas do curso de Licenciatura em Letras – Português/Espanhol a prática pedagógica em um contexto diferente daquele do qual fazem parte na disciplina de Estágio Supervisionado, permitindo que tivessem contato com uma metodologia de ensino diversa, de acordo com o contexto e as particularidades do lugar onde estavam inseridas. Dessa forma, esta tese descreve as atividades de uma bolsista e duas voluntárias do curso anteriormente referido, envolvendo a prática docente em sala de aula, a pesquisa a partir do grupo de estudos que mantínhamos e a extensão, a partir das ações que realizamos ao longo de um ano. Como fundamentação teórica tomei como referência textos teóricos relacionados à Formação de Professores e à América Latina (BARCELOS, 2010; PELLIM, 2010, QUENTAL, 2012; IRINEU, 2014; LIMA, 2013; ZOLIN-VESZ; BARCELOS, 2014; LIMA; SILVA; MACHADO, 2014; MOTA; IRALA, 2014; LIMA; CORTEZ, 2014) Educação de Jovens e Adultos (LABELLA-SÁNCHEZ, 2012; SILVA, 2004; MACHADO, 2008; SAMPAIO, 2005). Como metodologia utilizei a pesquisa-ação, valendo-me de (THIOLLENT, 2011; TRIPP 2005; STURM, 2008) para realizar uma análise interpretativista dos diários de campo, que foram escritos por mim e pelas professoras em formação; das entrevistas com docentes; dos planos de aula; de conversas por Whatsapp; do grupo de estudos e do trabalho de conclusão de curso escrito pela bolsista, que teve como foco o projeto de extensão. Após as reflexões realizadas ao longo da pesquisa, percebe-se a necessidade de se considerar os espaços prisionais como contexto de prática docente, tomando como base as especificidades do local e do público em questão.

Orientador: Elzimar Goettenauer de Marins Costa

Área de concentração: Letras

Instituição:  Universidade Federal de Minas Gerais Ano: 2019

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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