Mapas, prisão e fugas = cartografias intensivas em educação

Autor:  Ana Maria Hoepers Preve

Resumo: A partir da proposição de oficinas sobre Geografia e Meio Ambiente junto aos internos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Florianópolis/SC, desenvolveu-se uma pesquisa interessada em geografias intensivas. O foco inicial das oficinas era investigar o pensamento geográfico e as articulações espaciais dos detentos com suas vidas restritas ao espaço prisional. O estudo e a produção de mapas, pelos participantes, contou com a emergência de várias outras produções gráficas dos mesmos. Tomadas, num primeiro momento, como ruído, essas produções (desenhos, relatos, fotos), de tão recorrentes, passaram a ser consideradas e tornaram-se o foco mesmo das investigações, na medida em que problematizavam, entre outras coisas, o aprisionamento e a co-extensiva medicalização a que estavam sujeitos, gerando a noção-ferramenta de mapas intensivos. Nessa noção o conceito de intensivo tomado de Gilles Deleuze e Félix Gattari joga um papel central acompanhada das noções de devir, linhas de fuga (aqui, fugas) e desterritorialização dos mesmos autores e dos estudos sobre prisão e loucura de e com base em Michel Foucault. As oficinas colocam-se, portanto, como estratégia educacional interessada na cartografia das contingências e dos processos em que surgem os mapas intensivos. E é com isso que adquire consistência a noção de geografias intensivas.

Orientador:  Wencesláo Machado de Oliveira Junior

Área de concentração: Educação, conhecimento, linguagem e arte

Instituição:  Universidade Estadual de Campinas / Ano: 2010

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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