Presidiária entra em universidade federal, mas é proibida de frequentar aulas

Por:  Milena Teixeira

Priscila tem usado seu tempo na cadeia para estudar e conseguiu ser aprovada na Ufba. Foto: Mateus Buranelli – 

“Até no lixão nasce flor”, disse o rapper Mano Brow na música Vida Loka. A frase, na linguagem dos presídios, simboliza esperança. Nas ruas, significa que coisas boas podem surgir dos lugares mais adversos. A expressão sintetiza bem a passagem de Priscila Regina da Costa da Silva, 34 anos, na Penitenciária Feminina de Salvador, na Bahia. Presa desde 2016, a detenta encontrou nos livros a possibilidade de “renascer”, como costuma dizer. As constantes leituras lhe renderam uma vaga no curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). –

“Desde que voltei para a cadeia, eu pensei que ia aproveitar meu tempo. Então, comecei a trabalhar na biblioteca e, por isso, passei a ler. Ano passado, li 85 livros. Leio de tudo, até Vade Mecum, porque também pensava em cursar Direito um dia. Eu achava que ia me sair bem no vestibular, mas não esperava passar na federal. Difícil é saber que as aulas já começaram  e que eu não fui um dia”, lamenta Priscila.

Link para a matéria: 

Tags , , , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.