Os desafios para o acesso à educação nas prisões do Brasil

Por Instituo Terra, Trabalho e Cidadania

Com mais de 50% da população prisional com ensino fundamental incompleto, garantia do direito à educação nas prisões ainda não é regra nas penitenciárias do Brasil

Não são necessários muitos dados para que a precarização da educação no Brasil se torne uma afirmação entre a população. Pensar no acesso ao ensino básico obrigatório e também na infraestrutura e qualidade do conteúdo oferecido, então, torna-se um desafio quando se fala de educação nas prisões.

O ensino básico sofre precariedades em todo o seu processo, desde a infraestrutura até o plano de ensino proposto, apesar de, ao longo dos anos, mais crianças e adolescentes estarem matriculadas na escola. Segundo os dados divulgados pelo Nexo Jornal, no ano de 2015, cerca de 84,3% de jovens com 15 a 17 anos estão matriculados no ensino médio em todo o território nacional, percentual que vem crescendo desde o início dos anos 2000.

O cenário positivo de crescimento se contrapõe aos dados que mostram que ainda há um grande caminho a percorrer para mudanças. No ano de 2014, estimava-se que 1,7 milhão de jovens com 15 a 17 anos estavam fora da escola. Desse total, 20% dos jovens compõem as famílias mais pobres do Brasil.

Sabe-se que o perfil da população carcerária é composto majoritariamente por pessoas jovens, negras e pobres. Pesquisa realizada pela Ação Educativa e pela Pastoral Carcerária, organizações que compõem o Grupo Educação nas prisões, trouxe um panorama do acesso ao direito nas penitenciárias da cidade de São Paulo. “Educação nas prisões: estratégias para implementação em São Paulo” traz de maneira ampla um estudo sobre o perfil de escolaridade das pessoas presas, a atuação dos profissionais de educação e a estrutura oferecida pelas unidades prisionais.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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