Aula de crochê na cadeia muda realidade de presos

Por Júlia Marques, O Estado de S. Paulo

Designer ensina técnica em penitenciária de Guarulhos; ex-preso já trabalha com a arte e quer abrir o próprio negócio

Gustavo Silvestre ensina crochê a presos: ‘ferramenta de transformação’ Foto: Danilo Sorrino

Anderson Figueredo lembra bem quando, há um ano e meio, um professor chegou à cadeia com a sacola recheada de linhas e agulhas. Naquela época, ele não poderia imaginar como as suas mãos que colaboraram com o tráfico de drogas pudessem servir à arte. “Foi muito esquisito”, conta o ex-preso de 34 anos sobre a primeira experiência com o crochê, quando ainda estava em uma penitenciária em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O professor era Gustavo Silvestre, um designer e artesão de 39 anos que teve a ideia de ensinar a técnica a uma turma de presos – todos homens. “Com o crochê, você vê seu tempo se materializar na sua frente e virar alguma coisa. Pensei: isso é muito legal para os caras que estão na penitenciária, têm tempo disponível. É uma energia de transformação poderosa. Por que não?”

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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