A leitura e a escrita como pontes para a liberdade

Projeto trabalha a ressignificação da identidade de indivíduos em situação de exclusão social

Por Rose Koyashiki

A UEM desenvolve projeto de pesquisa que utiliza a leitura e a escrita como caminhos da liberdade para pessoas em situação de exclusão social. A iniciativa começou com os detentos da Penitenciária de Maringá (PEM), mas pretende também trabalhar com os idosos em asilos, adolescentes em casas de abrigos, entre outros públicos.

Durante nove meses, entre 2006 e 2007, professores e estagiários realizaram Oficinas de Leitura e Produção Textual com os presos. Por meio delas, os participantes elaboraram e aprimoraram a escrita. Eles puderam escrever suas experiências de leitura, suas histórias de vida, reconstruindo as narrativas íntimas que sustentam a identidade de cada um de nós. A produção dos detentos, em forma de poesias, sonetos, prosas, crônicas, tendo como fio condutor as etapas da vida – infância, adolescência/juventude e maturidade -, está reunida na antologia Caminhos da Liberdade. A previsão é que o livro seja impresso no próximo ano.

Denominado Literatura, Leitura e Escrita: a ressignificação da identidade por indivíduos em situação de exclusão social, o projeto é coordenado pelas professoras do Departamento de Letras Alice Áurea Penteado Martha e Marilurdes Zanini. Elas explicam que a pesquisa é fundamentada em teorias lingüísticas, literárias e sociológicas, especialmente aquelas que buscam compreender o homem em sua relação com a linguagem do texto artístico e com a escrita.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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