Qual o papel das bibliotecas prisionais?

Entrevista: Cátia Lindemann

“O sistema não tem interesse em criar bibliotecas e reintegrar na sociedade homens que produzam. O sistema rouba até dos detentos que trabalham nas valas.” (P. H. – Egresso do sistema).

Por décadas as bibliotecas prisionais foram negligenciadas, tanto pelo governo, quanto pela biblioteconomia e os bibliotecários brasileiros. Ressaltamos que as unidades de informação intramuros prisionais são tão legitimas quanto qualquer outra biblioteca.

No entanto, apenas a FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas de Informação e Instituições), 34 anos depois de sua fundação, em 2017, deu representatividade e voz às bibliotecas prisionais, compondo a primeira Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (CBBP/FEBAB).

Ao longo destes dois anos, levamos a pauta do livro e da leitura atrás das grades a todo o território nacional, e até fora dele, participando de eventos internacionais – Programa Ibero-americano de Bibliotecas Públicas – e realizando o “Advocacy” da Agenda 2030, cuja premissa é “não deixar ninguém para trás” e isso incluí as prisões.

Ano passado, por exemplo, estivemos em Brasília para uma reunião com Renato De Vitto, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF). Na ocasião pedimos a aplicabilidade da lei relativa à obrigatoriedade de bibliotecas nas instituições penais brasileiras.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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