Literatura no cárcere

Por Marisa Loures

Convidado da Jornada Literária, do PPG Letras: Estudos Literários, o professor Marcelo dos Santos coordena, desde 2016, projeto que permite diminuição de pena através da leitura – Foto Divulgação

Foi em 2016 que Marcelo dos Santos, professor da Unirio, passou a coordenar dois projetos de extensão envolvendo a experiência carcerária no estado do Rio de Janeiro. “O leitor como protagonista” oferece oficinas de leitura, escrita e dramaturgia para egressos do sistema penitenciário e seus familiares. Já o “Remição de pena pela leitura” consiste em uma ação da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que permite, por ano, uma diminuição de até 48 dias de pena para até 12 livros lidos, sendo um a cada mês. Cerca de 1.300 detentos participam dessa segunda iniciativa, entre eles o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.

Uma das questões que se levanta em torno de uma iniciativa como essa é sobre o real potencial de mudança que a leitura exerce sobre seus participantes. “Sem dúvida, mas não gostaria de vincular tal mudança somente à atuação do projeto. Ela deve muito à atuação incrível dos professores das escolas do espaço prisional. Devemos ter em mente que, para muitos que cumprem pena, a escolarização só acontecerá naquele espaço. Sobre a mudança do detento em relação à leitura, ouço muitos depoimentos e agradecimentos, claro que por conta do benefício concedido, mas muito também pelo momento de liberdade de pensamento, de reflexão, que a leitura proporciona. Evidentemente que isso não acontece com todos, mas é fato que isso acontece para alguns. A população carcerária tem dentro dela uma população leitora da qual nós, do universo das Letras, talvez nos esqueçamos”, afirma o professor.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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