Desafios dos dez anos: do cárcere à advocacia com ajuda da leitura

Por Chico de Paula

Além de serem conterrâneos de Minas Gerais, outros elementos ligam de forma dramática as histórias de Greg Andrade e Adriana Paula que, por inconsequência ou infortúnios da vida, tiveram de amargar a vida do cárcere. Ambos cumpriram longas penas e, contrariando a lógica, conseguiram estudar, se formar, retornando ao convívio familiar, bem como ao mercado de trabalho. Além de amigos, ambos são advogados e atuam na área criminal.

Em 1988 Greg, então com 22 anos, era um jovem inconsequente que acabou cometendo um homicídio, ato do qual ele se arrepende todos os dias. O crime resultou numa condenação de dezesseis anos e cinco meses. Involuntariamente envolvido em um roubo de armas enquanto um grupo de presos fugia da delegacia onde estava custodiado, ele viu sua pena saltar para vinte anos e onze meses, dos quais nove seriam cumpridos em regime fechado.

Para cumprir sua pena, Greg passou por quase todos os presídios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. A realidade que encontrava na maioria deste lugares era invariavelmente o mesmo: superlotação, condições insalubres, consumo de drogas, corrupção, violência etc. Em termos de condições de ressocialização o cenário era tão ou mais desanimador. Na maioria dos estabelecimentos prisionais pelos quais passou Greg sequer encontrava livros para ler.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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