Primeira escola prisional do Ceará: a avaliação da aprendizagem

Autor: Carla Poennia Gadelha Soares

Resumo: Todo prisioneiro deve ter a oportunidade de se beneficiar da Educação. A educação prisional pode prover acesso a oportunidades de aprendizagem mais amplas a fim de que o encarcerado aumente as chances de construir uma vida melhor depois de cumprir a sua pena. Por conseguinte, a reincidência se torna menos provável e encontrar um emprego se torna significativamente mais provável. A Educação é uma contribuição imprescindível para a ressocialização (AGUIAR, 2012; ANDRIOLA, 2008, 2010, 2011; JULIÃO, 2009). Após exaustivo levantamento do estado da arte, constatou-se a escassez de uma maior discussão no que concerne à avaliação da aprendizagem na educação prisional. Esta pesquisa teve como objetivo geral realizar uma investigação da prática de avaliação da aprendizagem escolar de alunos privados de liberdade matriculados no Ensino Médio da EEFM Aloísio Leo Arlindo Lorscheider, primeira escola de educação em prisões do estado do Ceará. Especificamente, tencionou-se: i) conhecer as concepções dos professores sobre a avaliação da aprendizagem escolar no contexto da educação em prisões; ii) descrever os procedimentos e instrumentos avaliativos utilizados pelos professores junto aos discentes encarcerados; iii) expor as dificuldades que se apresentam no cotidiano; iv) coletar sugestões do núcleo gestor, professores e alunos para a melhoria das práticas avaliativas no contexto do cárcere. Para esse propósito, foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa, realizada no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF), na forma de estudo de caso. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram a entrevista semiestruturada, o questionário e a análise de documentos. Foi realizada uma análise de conteúdo dos dados coletados. As amostras foram intencionais e compostas por: i) 10 alunas privadas de liberdade matriculadas na modalidade EJA, na etapa do Ensino Médio; ii) 2 professoras que atuam no Ensino Médio da escola prisional; iii) 3 coordenadoras escolares e 1 diretor-geral do núcleo gestor, perfazendo um total de 16 sujeitos. Os resultados revelaram a necessidade de uma avaliação com poder certificador e do uso das notas escolares para registrar a situação da aprendizagem das alunas, bem como a formalização desses parâmetros no Projeto Político-Pedagógico da escola. Além disso, urge planejar um modelo de avaliação da aprendizagem direcionado ao contexto da sala de aula em espaços privativos de liberdade. As sugestões apontam para a importância de investimento em recursos pedagógicos e humanos, bem como para uma formação docente adequada.

Orientador: Tania Vicente Viana

Área de concentração: Educação

Instituição:    Universidade Federal do Ceará Ano: 2015

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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