Palavras da salvação: as representações da leitura na prisão

Autor: Valquíria Michela John

Resumo: Este estudo apresenta as representações que um grupo de detentos de um estabelecimento penal de Santa Catarina tem a respeito dos materiais de leitura a que tem acesso durante o período de cumprimento da pena. Teve como objetivo: conhecer as representações atribuídas pelos presidiários à leitura que realizam dos materiais impressos a que têm acesso naquele ambiente, durante o período de sua reclusão. Para responder a este objetivo foram verificados os critérios utilizados para selecionar os materiais de leitura, os benefícios que eles esperavam tirar com o uso desses materiais; o tempo gasto com a leitura; os materiais e conteúdos de interesse predominantes; as imagens, interesses ou desejos que os conteúdos lidos despertavam. Os dados foram coletados através de entrevistas em profundidade, seguindo um roteiro semi-estruturado. Para análise dos dados foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo, construída por Lefévre e Lefévre. No ambiente prisional a escolha dos materiais de leitura está influenciada e determinada pelas escassas opções e dificuldade de acesso aos materiais de leitura. As representações são construídas a partir da vivência antes do ingresso na prisão, de sua prática como leitores (ou não) e reforçadas pelas condições da vida em confinamento. Neste contexto, atribuem à leitura um papel decisivo na resolução das desigualdades sociais.

Orientador: Francisco das Chagas de Souza

Área de concentração: Educação

Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina / Ano: 2004

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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