O leitor e a leitura do texto literário na penitenciária estadual de Maringá, Paraná

Autor: Daniela Carla de Oliveira

Resumo: Antonio Candido, em “Direitos humanos e literatura” (1989), texto que impulsionou a realização desta pesquisa, acredita que todos têm direito ao acesso à literatura, entretanto,
não é isso o que ocorre, principalmente, em sociedades injustas como a nossa que, ao privilegiar uma pequena parcela de indivíduos, provoca a exclusão de muitos outros. No caso da literatura, instituições sociais, entre elas a escola, propiciam a poucos o encontro com a verdadeira arte literária e, à grande massa, sob a alegação de que aqueles que pertencem a grupos sociais menos favorecidos, os excluídos, não são suficientemente cultos para ler ou apreciar uma obra de arte, acabam por impor leituras menores. A partir dos pressupostos de Candido, foi, então, proposta esta pesquisa, que tem como objetivo observar se os detentos da penitenciária maringaense têm acesso à leitura e de que maneira isso ocorre. Como na unidade penal, inaugurada em 1996, funciona o Centro de Estudos Supletivos Professora Tomires Moreira de Carvalho, que oferece Cursos de Alfabetização e Ensino Fundamental, procuramos focalizar as condições de leitura como atividade escolar dos detentos. Para a consecução de nossos objetivos, utilizamos, basicamente, dois instrumentos: entrevistas e questionários. Entrevistamos, dessa forma, professores de Língua Portuguesa, alunos, internos do presídio, bem como agentes penitenciários que desempenham funções ligadas à questão do ensino. Além de concepções sobre leitura, leitura do texto literário, hauridas em estudiosos brasileiros como Antonio Candido, Marisa Lajolo, Regina Zilberman, Vera Teixeira de Aguiar, entre outros, a pesquisa é fundamentada pelos pressupostos da Estética da Recepção, especialmente, as idéias do teórico alemão Robert Jauss, pelas concepções da Teoria do Efeito, de Wolfang Iser, bem como pela Sociologia da Leitura, notadamente, com a contribuição das idéias de Hauser, Darnton, Michèle Petit, Joëlle Bahloul. A pesquisa demonstrou a atuação dos mediadores de leitura exerce influência direta na história de vida dos leitores em reclusão, além disso, permitiu identificar que a leitura está sobremaneira dependente do lugar social e do ambiente em que se vive

Orientador: Alice Áurea Penteado Martha

Área de concentração: Estudos Literários

Instituição:  Universidade Estadual de Maringá Ano: 2004

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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