Historiografia educacional e educação escolar para adolescente em situação de privação de liberdade (1996-2013)

Autor: Geraldo Neves Pereira de Barros

Resumo: A pesquisa efetivou uma análise crítica historiográfica acerca do fenômeno educacional, buscando entender e explicitar as configurações, organização histórica, técnico-metodológica, perspectivas e paradoxos contidos na historiografia educacional materializada em teses e dissertações que foram produzidas na área de educação, cujos historiadores educacionais elegeram como temática de estudo a educação escolar do adolescente em situação de privação de liberdade no Brasil. Suas finalidades específicas consistiram em: sob a perspectiva da Historiografia, analisar os conceitos de educação escolar, adolescência e privação de liberdade; identificar as formas assumidas pela produção científica, cuja historiografia teve como cerne a educação escolar de adolescente em situação de privação de liberdade; discutir os aspectos históricos, técnico-metodológicos da historiografia educacional consolidada em teses e dissertações sobre a educação escolar de adolescente em situação de privação de liberdade no Brasil; identificar e analisar as perspectivas e paradoxos que permearam a historiografia educacional, priorizando como objeto de estudo a educação escolar do adolescente em situação de privação de liberdade. Como a historiografia definiu conceitualmente educação escolar, adolescência e privação de liberdade? Quais configurações assumiram a produção científica e historiográfica que versou sobre educação escolar de adolescente em situação de privação de liberdade? Como se organizaram histórico e técnicometodologicamente as produções científicas traduzidas na historiografia educacional que priorizou como objeto de estudo a educação de adolescente em situação de privação de liberdade? Quais perspectivas e paradoxos sobre inclusão educacional foram narrados pelos autores da historiografia educacional que assumiram como temática central a educação escolar do adolescente em situação de privação de liberdade? Recorri ao campo da historiografia educacional com o apoio da crítica oriunda de interpretações marxistas que permitiram realizar a revisão bibliográfica sobre o tema, analisar a base empírica da investigação e explorar as fontes históricas e documentais do Banco de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia – BDTD do IBICIT – tendo como marco histórico-temporal o período entre 1996 a 2013. Concluí que, dentre as 27 obras históricas examinadas, existe farta e cíclica produção historiográfica, com delineamentos históricos, técnico-metodológicos e teórico-conceituais diferentes, os quais paradoxalmente conduziram 74,6% desses trabalhos a se moverem a partir de uma ótica educacional formal, limitada, domesticadora, conservadora e a serviço da manutenção da ordem do capital, enquanto outros 26,4% dessa produção se desenvolveram com posicionamentos autorais de viés crítico, radicalmente discordante da atual organização social e de seus discursos legitimadores mostrando-se, com isso, preocupada com a destruição total da privação da liberdade e os fins de uma sociedade radicalmente transformada.

Orientador: Paulo Sérgio de Almeida Corrêa

Área de concentração: Ciências Humanas: Educação

Instituição:  Universidade Federal do Pará Ano: 2015

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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