Educação profissional no cárcere feminino: uma proposta emancipatória

Autor: Elizete Helena Alves da Cruz

Resumo: O interesse no tema “educação profissional no cárcere” iniciou após inserção no grupo de estudos e pesquisa sobre “Educação e Gênero” e projeto de extensão “Do cativeiro à liberdade: narrativas de histórias de mulheres presas”; tendo sequência no curso de Especialização do Programa de Pós-Graduação em Gestão Educacional (CE/UFSM). Nesse itinerário formativo, meu olhar ficou atento sobretudo aos anseios das mulheres apenadas com relação à necessidade de escolarização e/ou qualificação profissional no ambiente prisional, o que foi determinante ao aprofundamento da questão em nível de Mestrado: “Educação profissional no cárcere feminino: uma proposta emancipatória”. Neste estudo, de natureza qualitativa, a metodologia de pesquisa utilizada foi a revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas junto à representantes de instituições educacionais, jurisdicionais, do trabalho, apenadas e egressa. Diante da necessidade de um movimento de reflexão compartilhada e em conjunto com outros saberes e experiências formativas sobre a educação profissional nos ambientes de privação de liberdade – e em que medida esta modalidade educativa pode auxiliar no processo emancipatório – é que o presente estudo encontra sua justificativa. A pesquisa teve como objetivo analisar a educação profissional no cárcere como um processo educativo que visa a emancipação do ser humano, sendo imprescindível a leitura de Freire (1996) a partir da prática, pois conhecer é lutar para oportunizar o acesso ao conhecimento transformador e assumir uma postura vigilante contra todas as práticas de desumanização. Aliás, Butler (2010) aduz ser a categoria das mulheres produzida e reprimida pelas mesmas estruturas de poder por intermédio das quais busca-se a emancipação. Já Louro (2003) infere que relações de desigualdade se constroem e se reproduzem no campo social, sendo necessário recolocar a questão em todos os âmbitos de debate. Com efeito, compreender o sistema educacional e as práticas escolares nos aspectos administrativos, técnicos, políticos, legais, pedagógicos, metodológicos e de gênero possibilita a construção coletiva do projeto político-pedagógico nos espaços e tempos prisionais ante os desafios ao processo educativo e dificuldades enfrentadas pelas escolas inseridas nesses ambientes. Portanto, acredita-se que a educação profissional é uma proposta imprescindível às mulheres privadas da liberdade para que, assim, possam se (re)inserir no mundo do trabalho, emprego e renda e serem protagonistas de sua própria história.

Orientador: Ascísio dos Reis Pereira

Coorientadora: Márcia Eliane Leindcker da Paixão

Área de concentração: Educação

Instituição:  Universidade Federal de Santa Maria / Ano: 2018

Download: PDF

Tags , , , , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.