Educação entre grades: estudo em um presídio em Rio Verde – GO

Autor: Julliano Amorim de Oliveira

Resumo: O objeto de estudo refere-se à análise da educação escolar desenvolvida em ambientes tidos como não educacionais como hospitais, empresas, casas de acolhimento, clinicas, academias e neste caso em especial em presídios. Busca-se entender as concepções de educação desenvolvida no interior do ambiente onde os alunos estão detidos, cumprindo pena em regime fechado, para termos a ideia, a amplitude de como esta educação é chegada a eles e como ela é desenvolvida aplicada em um contexto totalmente diferente da escola que conhecemos e temos como ideal. Toda trajetória para ter o contato com alunos (detentos), professores, diretor do presídio, funcionários e carcereiros em se buscar informações sobre a educação ali desenvolvida é muito sigilosa e burocrática pela necessidade que há de existir dentro de um presídio, ponto negativo da pesquisa. O Artigo 5º da Constituição Federal (CF) de 1988 resguardo este direito de educação a todos de forma igual e sem distinção.O método qualitativo de pesquisa utilizado constituiu na aplicação de questionários mistos e entrevistas semi-estruturadas com os sujeitos da pesquisa, bem como nas visitas agendadas e na observação in loco. Foi possível perceber que educação é primordial a estes alunos internos, pois, a educação é o que os mantém atentos e esperançosos por dias melhores fora daquele convívio inseguro e cruel enfrentado no regime fechado.Além do que a remição da pena é outra realidade que os animam em prosseguir com os estudos.Em certas entrevistas realizadas com alunos detentos, alguns deixaram transparecer o interesse na remição, mas em grande maioria o interesse em aprender predominava, já que a grande maioria não está alfabetizada ainda. Diretores e funcionários públicos (agentes e professores) vêem a educação como possibilidade de humanização do espaço carcerário e como instrumento de socialização dos detentos. Porém, as políticas sociais para a concretização de melhorias no sistema penitenciário não se configuram de forma clara e concisa. Esta contradição ocorre porque o sistema penitenciário é parte da lógica do Estado neoliberal cuja prioridade são as relações de mercado e não as relações humanas. A partir das referências bibliográficas, dos depoimentos dos professores e dos seus alunos em situação de privação de liberdade, observou-se que as perspectivas futuras relacionadas ao ensino nestas unidades tendem a trazer mudanças significativas para a população carcerária e para a sociedade em geral, desde que haja empenho por parte dos múltiplos agentes envolvidos no processo educativo voltado aos detentos.

Orientador: Vivianne Oliveira Gonçalves

Área de concentração: Educação

Instituição:  Universidade Federal de Goiás  / Ano: 2020

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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