Educação atrás das grades: a formação do professor da educação de jovens e adultos o qual atua no sistema penitenciário do Estado do Maranhão

Autor: Ellen Josy Araujo da Silva Coelho

Resumo: A problemática analisada neste trabalho foi a formação inicial do professor da EJA que atua no sistema penitenciário do Estado do Maranhão. Esta pesquisa, ancorada no estudo crítico, utilizou a abordagem metodológica qualitativa, que possibilitou uma análise interpretativa considerando as percepções dos sujeitos investigados, mediante o aporte teórico de Minayo(2001), Gerhardt e Silveira (2009) e Fonseca (2002). Os instrumentos de coleta de dados foram a entrevista semi-estruturada aplicada a um Diretor e o questionário com perguntas abertas e fechadas para nove professores da EJA que atuam na escola da Penitenciária no Maranhão, totalizando dez sujeitos entrevistados. A organização dos dados para análise e interpretação foi realizada conforme o agrupamento das informações em três categorias: educar para ressocializar; formação continuada e as dificuldades do trabalho pedagógico; motivação e permanência do professor na escola. No âmbito da EJA e da formação de professores, contamos com a contribuição de Soares (2003, 2006), Maria Moura (2003), Tania Moura (2009), Haddad e Di Pierro (2000, 2015), Paiva (2003), Tanuri (2000), Fusari e Córtese (1989), Godoy (2000), Silva (2003) Ribeiro e Miranda (2009), Saviani (2008), Libâneo e Pimenta (1987, 1999), Freitas (2002), Freire (1987, 1996) e outros pesquisadores e teóricos da referida temática, bem como análise da Constituição Federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), Plano Nacional de Educação (2014), Lei de Execução Penal (1984), Diretrizes Nacionais para a Oferta de Educação nos Estabelecimentos Penais (2009) e outros textos legais educacionais e do sistema prisional. O resultado da pesquisa permitiu concluir que os professores da EJA do sistema penitenciário do Maranhão não possuem formação inicial que permitam atuar no sistema prisional; promovem a educação por compromisso pessoal e coletivo; percebem as ações educativas como instrumento de ressocialização e reintegração social. Enfatizam, segundo os depoimentos, o abandono das duas instituições, do campo educacional e da segurança pública, que dê suporte ao desenvolvimento da prática pedagógica. Revelam ainda o desejo de permanecer no ambiente prisional até exaurir as possibilidades de ensinar. Este trabalho é relevante no sentido de desenvolver o debate e promover ações no âmbito da formação de professores da EJA no sistema prisional, objetivando contribuir no processo de retratação do encarcerado para o retorno social.

Orientador: Maria Alice Melo

Área de concentração: Educação

Instituição:  Universidade Federal do Maranhão Ano: 2017

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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