A formação continuada do professor alfabetizador em contexto prisional de Porto Velho: entre políticas públicas e práticas formativas

Autor: Dione Martins Magalhães

Resumo: A educação é um direito inerente a todas as pessoas, cujos objetivos são o pleno desenvolvimento, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Partindo dessa compreensão, no âmbito do sistema prisional, ela passa a ser também um elemento para a ressocialização do apenado. Nesse sentido, aponta-se a importância da efetivação de políticas públicas que possam garantir o atendimento educacional às demandas dessa população, o que inclui a oferta de formação continuada para os docentes que atuam em contexto prisional. Logo, o presente trabalho de pesquisa, tomou a seguinte questão norteadora: de que forma tem sido realizado o processo de formação continuada de professores alfabetizadores que atuam na EJA em contexto prisional no município de Porto Velho (RO)? Em consonância a este questionamento, o objetivo geral deste estudo foi descrever o processo de formação continuada de professores alfabetizadores que atuam na EJA em contexto prisional no município de Porto Velho (RO). Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória, com abordagem qualitativa, compreendendo as fases bibliográfica e empírica. A fase empírica foi realizada no período de março a dezembro de 2017. O lócus de investigação foi uma escola estadual de Ensino Fundamental e Médio que atende exclusivamente sete unidades prisionais na cidade de Porto Velho, estado de Rondônia. Como fonte de dados foi utilizado o questionário para o delineamento do perfil dos participantes da pesquisa e a entrevista semiestruturada gravada. Os sujeitos do estudo foram sete professoras alfabetizadoras que atuam em contexto prisional. Os dados foram analisados a partir da técnica categorial de análise de conteúdo de Badin (2011). Os resultados apontam que embora existam políticas públicas que se encontram voltadas para a formação  continuada de professores, para esses sujeitos elas ainda têm se mostrado ineficientes. Pois, para eles esses modelos de formação continuada até o presente momento, não contribuíram efetivamente para a qualidade do processo de ensino e aprendizagem. Neste sentido, é preciso ampliar o número de formações, garantir a participação de todos os docentes e etapas de ensino, rever metodologias e conteúdo, abrangendo as reais necessidades pedagógicas, levando em consideração o contexto em que atuam esses docentes. Espera-se que este trabalho, possa contribuir com reflexões que ajudem a transformar as práticas formativas que são oferecidas aos professores alfabetizadores que atuam nos estabelecimentos penais

Orientador: Nair Ferreira Gurgel do Amaral

Área de concentração: Educação

Instituição: Universidade Federal de Rondônia  / Ano: 2018

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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