A contribuição da leitura para emancipação da pessoa em privação de liberdade : caminhos e (im)possibilidades

Autor: Elisande de Lourdes Quintino de Oliveira

Resumo: O principal objetivo deste trabalho é mapear as possíveis contribuições que as oficinas de leitura proporcionam na vida de pessoas em privação de liberdade. As oficinas são desenvolvidas na Penitenciária Feminina de Campinas e no Centro de Progressão Penitenciária de Hortolândia/ SP, a partir das narrativas dos próprios participantes do projeto, bem como das observações e análises realizadas pela educadora-pesquisadora a cada encontro. As oficinas nasceram através das vivências compartilhadas entre as pessoas em privação de liberdade, nos seus encontros com os livros e nas narrativas construídas por meio da leitura, na dialogicidade, na emoção da descoberta, no acontecimento, pensando a realidade através de novos dispositivos, principalmente pela compreensão de que a literatura se constitui como um dos direitos humanos fundamentais. Para tanto, as contribuições teórico-metodológicas de Gilles Deleuze, Jacques Derrida, Antônio Cândido, Michèle Petit e Paulo Freire, destacadamente, o estudo se desenvolve através da potência dos pensamentos dos participantes, assim é delineado pela perspectiva da cartografia que concebe como instrumentos de pesquisa – análise do cotidiano – diferentes formas de conexão, de linguagens e formas de abordagens de investigação, ao modo de uma pedagogia da pergunta. Assim, acontecimentos vividos, narrados e observados são trazidos em distintos suportes (como as oficinas de leitura, cartas, fotos, conversas, olhares, por exemplo) que constituem as principais fontes de dados para análise, com aporte dos conceitos de heterotopia e escrita de si, em Foucault, bem como das concepções freireanas sobre o ensinar e o aprender diante dos desafios do mundo, de maneira a analisar os principais sustentáculos dos projetos de leitura para as pessoas em privação de liberdade no Estado de São Paulo, onde as oficinas acima referidas se inscrevem, e suas (im) possibilidades. Nesse território, leitores e leitoras, agentes do sistema prisional, livros que se deram/dão a ler, a biblioteca e outros elementos do encarceramento (e da liberdade) povoam, articulam e interrogam os modos de poder, fazer e saber em torno da própria condição humana, do papel da leitura e da educação

Orientador: Heloísa Andreia de Matos Lins

Área de concentração: Educação

Instituição:   Universidade Estadual de Campinas / Ano: 2019

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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