Releituras e inclusão social

Autor: Heleusa Figueira Câmara

Resumo: A caminhada possível da educação cultural e criativa nas prisões implica discutir a política do encarceramento em nome da lei, que se diz igual para todos e estabelece o castigo e o controle, como forma de normalização de condutas. Os diferentes sentidos provenientes dessas múltiplas interpretações entrecruzam-se, distanciam-se, somam-se a depender das sensações de perceptos e afectos, ao usar conceitos de justiça e paz social, para referendar injustiças sociais, (re)classificando pessoas para a exclusão. O incentivo à leitura e à escrita nos espaços carcerários tem propiciado aos prisioneiros a expressão do passado, da história que não foi contada no processo por ser vista como irrelevante, fazendo germinar o que fica no esquecimento – a luz de cada ser humano sobre a face da terra. Na condição de dupla autoria: do crime e da escritura, o prisioneiro tende a escrever sobre si, numa escrita para o outro, como espaço de releitura e de potencialidades.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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