O uso da linguagem como prática de liberdade: uma proposta dialógica de ensino de língua portuguesa na EJA prisional

Autor: Renata Faria Amaro da Silva da Rosa

Resumo: Os debates sobre linguagem, no âmbito acadêmico, suscitam reflexões acerca das práticas de ensino de língua portuguesa na escola, principalmente no que se refere à relação do que se ensina com o que se utiliza no meio social. Considerando o ensino de língua portuguesa no âmbito prisional, essas reflexões são ainda mais significativas, já que a educação geralmente ocupa um lugar pouco privilegiado entre as atividades propostas para a ressocialização. Nessa perspectiva, questiona-se: as práticas educativas têm atendido às necessidades dos educandos privados de liberdade? Será que encarcerado percebe o uso da linguagem como prática de liberdade nas aulas de língua portuguesa? Nesse sentido, o artigo tem por finalidade discutir a importância do ensino de língua portuguesa na Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas prisões. Fundamentado nas ideias de educação libertadora de Paulo Freire e na teoria dialógica de Mikhail Bakhtin, este estudo apresenta um panorama sobre a educação nas prisões no Brasil, uma reflexão sobre o uso da linguagem como prática libertadora, alguns aspectos sobre os estudos bakhtinianos e também a relação entre gêneros discursivos e ensino de língua portuguesa. Através deste, espera-se estar contribuindo para o aprimoramento do ensino de língua portuguesa na EJA prisional, demonstrando a relevância do trabalho com gêneros discursivos para o uso da linguagem como prática libertadora.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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