Linhas de fuga na prisão: escrita, resistência e formação.

Autor: Rafael Caetano do Nascimento

Por onde se tecem as linhas vivas que dão formas e sentidos às palavras no compor da escrita? O sujeito que escreve, talvez, vá pelos entre-meios: por entre os saberes e poderes que o desafiam. Nesse caminho se lança na escrita com o outro, pelo outro, também, enquanto outro. Escrita carregada de intensidades; por isso, aventureira. Olhar para as múltiplas possibilidades na relação do sujeito com a escrita é um dos temas do projeto Aventura da Escrita: por entre práticas culturais, saberes, linguagens e cenários, desenvolvido pelo grupo Escriarte do Departamento de Educação da UNESP-Rio Claro na linha de pesquisa Linguagem – Memória – Experiência – Formação e coordenado pela Profa. Dra. Maria Rosa R. M. de Camargo. Das leituras e discussões levantadas pelo desenvolvimento do projeto, atreladas à minha trajetória enquanto educador e estudante no Programa de Pós-Graduação em Educação da UNESP – Rio Claro, surge este artigo. Minha proposta para o presente texto é discutir questões referentes à escrita nas prisões. Para problematizar tais questões, utilizo de momentos de minha trajetória como professor de Ciências da Natureza em duas unidades prisionais localizadas na cidade de Rio Claro: o Centro de Ressocialização Masculino (CRM) e o Centro de Ressocialização Feminino (CRF). Narrar algumas partes de minha trajetória se mostra como um recurso profícuo por colocar em jogo componentes micro e macroestruturais; por me aproximar do processo de uma possível escrita autobiográfica, pois “Pode-se dizer que o texto é autobiográfico, desde que entendamos por ‘auto’, aqui, não a individualidade de uma existência, a do autor, mas a singularidade do modo como atravessam seu corpo as forças de um determinado contexto histórico.” (ROLNIK, 2007). Por fim, por permitir pensar a relação escrita e formação nas prisões.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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