Fundamentos epistemológicos para uma EJA Prisional no Brasil

Autor: Roberto da Silva

Resumo: No esforço para se conceber metodologias e didáticas adequadas ao sistema prisional e à pessoa privada da liberdade, se faz necessário depurar a denominada EJA Regular de seus elementos estranhos, de suas impropriedades e de suas distorções, o que já foi adequadamente feito por Sônia Couto Feitosa (2012), Roberto Catelli Junior et alli (2013), Di Pierro (2018), dentre outros. Agora cabe à Pedagogia, enquanto a própria Ciência da Educação, explicitar sua visão de Universo, de Vida, de Ser Humano e de Mundo para desvendar o processo de construção do conhecimento humano e assim situar a especificidade da pessoa privada da liberdade e os efeitos deletérios do aprisionamento sobre ela. Sendo um subgrupo formado por mais de 700 mil indivíduos, predominantemente masculino, jovem, de baixa escolaridade, baixa qualificação profissional, afrodescendente e originário de periferias urbanas, que permanece em média oito anos na prisão, as condições de encarceramento no Brasil são fatores determinantes na forma como se faz a produção e a mediação do conhecimento dentro da prisão, que tem peculiaridades que não se aplicam a outros grupos e subgrupos humanos. Este artigo considera a EJA Prisional como parte constituinte de um Projeto Político Pedagógico para a Educação em Prisões e incorpora os princípios consignados na Resolução nº03/2009, que definiu as Diretrizes Nacionais para a oferta de educação para jovens e adultos em situação de privação de liberdade nos estabelecimentos penais.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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