Educar os excluídos: a educação prisional como ferramenta para ressocialização

Autor: Rafaela da Silva Castro Barros, Túlio Carlos Silva Antunes, Maria da Vitória Gomes Costa, Patrícia Cristina de Aragão Araújo

Resumo: A educação inclusiva é um tema muito caro quando estamos falando em educar para a dignidade humana. Entretanto é comum quando se toca neste tema os olhares se voltarem para as
questões que se dizem respeito à educação para crianças e adolescente portadora de alguma deficiência, porém este é um tema que abarcar diversas particularidades como, por exemplo, a educação carcerária que será trabalhada em nosso artigo. Está estabelecida na Declaração dos Direitos Humanos que a educação é direito de todos. Mas e quando pesamos e realidade adversas
como a educação em unidades prisionais? O problema irá para além do uso de currículos atualizados ou livros didáticos adequados, a própria garantia deste direito essencial a dignidade humana já parece uma grande desafio. Por outro lado, pensemos o papel do ensino de história no processo de ressocialização dos indivíduos encarcerados, tendo em vista que esta é uma disciplina caracterizada por ter a responsabilidade por formar cidadão críticos conscientes dos seus direitos e deveres construídos historicamente. Entretanto até que ponto, pode-se falar em e  principalmente inclusão quando o publico alvo esta privado de seu direito a liberdade? Para responder alguns de nossos questionamentos e através da experiência no ensino carcerário,  proporcionado pela participação do projeto de extensão veiculado a Universidade Estadual da Paraíba o Pro-Enem, e por meio da análise participativa, foi possível perceber algumas respostas que alunas encarceradas tinham para nos oferecer, que aliado ao conhecimento teórico acerca do ensino de história no ensino médio permitiu-o chegarmos a algumas conclusões. Assim a educação canceraria mesmo que enfrentando ainda muitas dificuldades representar a verdadeira ferramenta de ressocialização de sujeitos errantes que hoje se encontram privados da liberdade, mas que se durante o tempo que passassem nas prisões estivessem submetidos a ‘’Boa escola’’, e não a escola do crime, a reincidência ou a inserção destes indivíduos em sociedade tornar-se-ia muito mais favorecida.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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