As práticas de leitura presentes na população carcerária do Presídio de Igarassu

Autor: Suzan kelly Negromonte

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo investigar as práticas de leitura presentes na população carcerária do Presídio de Igarassu – PE. Para tanto, foi necessário fazer uma revisão teórica de três concepções da leitura: cognitivista, sociointeracionista e discursiva. Ao perceber que o meio social influencia diretamente no ato de ler daquelas pessoas, utilizamos os apontamentos teóricos da perspectiva sociointeracionista, que procura detectar as peculiaridades na própria atividade de construção dos sentidos na relação entre leitor e texto. Dentre os estudiosos ligados à leitura, utilizamos Kleiman (2007), Kato (2007), Bakhtin (199), Antunes (2005), Koch (2005) e Orlandi (2006). Com o intuito de analisar o grau de letramento dos detentos, fizemos um aprofundamento nas literaturas de Soares (1998; 1995), Costa (2000) e Correa & Saleh (2007) que abordavam os eventos do letramento nas instituições sociais e a relação entre o letramento e a alfabetização. Independente do meio social em que ocorre o evento do letramento há entre o sujeito e a linguagem um processo de intersubjetividade, pelo caráter dialógico que a palavra possui, como assevera Bakhtin (1999). Para validar este estudo, utilizamos os procedimentos metodológicos da pesquisa de campo, exploratória e que recorre aos critérios de análise qualitativa. A partir das observações, resumimos nosso corpus aos indivíduos que frequentavam a escola e a biblioteca, buscando traçar o perfil de leitura dos encarcerados. Em seguida, para avaliar o nível de letramento dos detentos, diminuímos nosso corpus para apenas cinco entrevistados, que foram previamente selecionados pelo corpo docente para interpretar cinco textos, de diferentes gêneros e temáticas. Após analisar os resultados obtidos, acreditamos que um conjunto de políticas públicas subsidiadas pela leitura pode servir de modelo para as demais unidades prisionais do Estado de Pernambuco a fim de que o processo de ressocialização ocorra naturalmente.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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