A leitura do texto literário e a busca da identidade: leitores na prisão

Autor: Camila de Souza Fernandes, Alice Áurea Penteado Martha

Este artigo recorta resultados do projeto de pesquisa Literatura, leitura e escrita: a ressignificação da identidade de indivíduos em situação de exclusão social, desenvolvido pelo Grupo de Estudos CELLE – Centro de Estudos de Literatura, Leitura e Escrita: história e ensino, da UEM, na Penitenciária Estadual de Maringá, que tem por objetivo que os detentos da penitenciária possam compreender suas emoções e sentimentos mais pessoais, a partir da leitura do texto literário, reconhecendo-se como seres no mundo. Para a realização da proposta, foram planejadas e oferecidas Oficinas de Leitura e Produção de Textos aos presidiários, fundamentadas em Teorias da recepção e, principalmente, na proposta metodológica de Hans Kügler, para quem compreender um texto significa apreender junto, perceber-se a si mesmo. Para realizar as atividades previstas pelas oficinas, foram organizadas antologias de textos verbais e não-verbais, sobretudo literários, agrupados por eixos temáticos, que foram trabalhados nas aulas, ministradas na própria instituição corretiva. A análise das produções iniciais (feitas pelos detentos) e dos resultados obtidos nas oficinas são fontes para este artigo.

O entendimento da literatura como fator de equilíbrio psíquico e social, segundo as concepções de Candido (1972) mostrou que é preciso pensar formas de estabelecer relações satisfatórias e prazerosas entre leitores que se encontram em situação de exclusão social e o texto literário, de modo que tais indivíduos possam satisfazer suas necessidades de ficção e fantasia, de formação, reconhecendo-se como seres humanos no mundo em que são lançados.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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