A escola na prisão (não) vale a pena: conhecimento, remição e/ou socialização

Autor: Maria das Graças Reis Barreto, Márcea Andrade Sales

Resumo: Esse artigo resulta de pesquisa de Mestrado concluída em 2017, a qual investigou a Educação de Jovens e Adultos em situação de privação de liberdade, considerando o contexto sociocultural dos alunos matriculados no Colégio Professor George Fragoso Modesto, localizado no Complexo Penitenciário da Mata Escura, Salvador/BA. A Educação nesse espaço constitui-se como direito humano. Isto nos leva a pensar sobre a pena no contexto da prisão e a pena no sentido de valor. Nos remete, ainda, a compreender, primeiro, qual a finalidade da execução da pena: a socialização do condenado, alcançada de modo não impositivo. O sistema prisional e as políticas públicas nessa área devem estar voltados à socialização do sujeito para que retorne à sociedade mais ampla e não volte a reincidir no crime. Assim, essa política deve ter como fundamento as mais variadas ações dentro da prisão, por exemplo, a interação com a família, atividades de esporte e lazer, oficinas de trabalho, educação, religião, prevenção e cuidados na área de saúde. Pensar Educação em Prisões é reconhecer, também, a Escola enquanto Instituição social na perspectiva dos direitos no sentido de valer a pena enquanto valorização da educação para aquisição do conhecimento. No entanto, a remição tem sido para os estudantes a premissa para a socialização. E a Escola, qual o seu lugar?

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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