A escola na prisão: caminhos e ousadias na formação de professores

Autor: Elenice Maria Cammarosano Onofre

Resumo: O exercício de leitura de dados reflexivos advindos de atividades formativas com educadores que atuam em escolas nas prisões norteia as argumentações e as proposições deste artigo, com vistas a ampliar a mirada no campo da formação de professores. Ser professor nos contextos de privação de liberdade é trabalhar com a diversidade, o medo, enfrentar as situações tensas do mundo do crime e apostar no ser humano – essas habilidades exigem aprendizagens de outra natureza, diferentes daquelas oferecidas na formação inicial. O cenário da prisão é singular, apresenta necessidades advindas da trajetória escolar dos estudantes, sua história social e cultural, ao lado de questões vinculadas à violência e ao delito – esse contexto tem especificidades que enfatizam a relevância da formação continuada. A análise dos dados reflexivos advindos de anotações em diários de campo, relatos de professores, observação participante, rodas de conversa indica que cabe ao professor promover situações educativas para além dos conteúdos escolares, que resgatem nos estudantes a dimensão histórica no presente e os desejos e os sonhos do futuro. Para tanto, os princípios da formação permanente – aprender de forma colaborativa com os pares, conhecer o contexto, resolver as situações-problema coletivamente, compartilhar sucessos e fracassos, assumir o risco da inovação, participar no desenho das políticas educativas – constituem ferramentas que podem balizar a melhoria da educação escolar nas prisões.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, pós-graduanda em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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