A educação nas prisões

Autor: Martha Ap. Santana Marcondes, Pedro Marcondes

No mundo todo, são milhões as pessoas que estão presas ou internadas em estabelecimentos penitenciários e, entre essa população oprimida, uma considerável parcela é constituída por analfabetos, pessoas que têm problemas com leitura, escrita, cálculos e comunicação social, cuja formação profissional é inexistente ou carente. Está demonstrado que o direito a uma educação básica nas prisões é um requisito indispensável para alcançar o objetivo internacionalmente reconhecido de garantir esse nível de educação para todos. O fenômeno da corrida ao encarceramento como política de segurança pública está presente no Brasil e, para melhor compreendê-lo, é importante trazer à reflexão alguns aspectos da nossa realidade socioeconômica e política, pois só assim poderemos alinhavar algumas propostas de enfrentamento. Estamos diante de um retrato desolador da sociedade brasileira, de um país demasiado rico para ser pobre; um país incompetente ao não dispor de uma agenda com pautas de soluções para uma chaga social resultante de uma vergonhosa injustiça social que finca suas raízes em nossas tradições históricas; um país que tem uma tradição de governantes corruptos, que esteve caracterizado pelo coronelismo, pelo toma-lá-dá-cá e pelos interesses egoísticos de uma minoria privilegiada.

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Sobre Cristina de Carvalho

Arquivista na NTX It Solutions, especialização em Gestão Eletrônica de Documentos pela USCS e MBA em Gestão da Informação em Saúde pela UNISA. Foi Bibliotecária na Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo (FACIS) e Auxiliar de Biblioteca na UNISA. Bibliotecária formada pelo UNIFAI.

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